19 de out de 2010

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INTRODUÇÃO

A política pública de saúde no Brasil vem se modificando a partir de extensas discussões e pesquisas, aprimorando suas estratégias na busca de uma atenção humanizada, respeitando os direitos humanos e os princípios que norteiam o Sistema Único de Saúde – SUS.

Em relação ao abuso/dependência de álcool e outras drogas a implantação de uma política Nacional dentro dos princípios da redução de danos (2002) impõe o desafio da formação de uma rede interinstitucional, envolvendo: a atenção básica, principalmente os PACS/PSF, os CTA/SAE, os CAPSad, dispositivos sócio-assistenciais (instâncias de bem estar social, direitos humanos e de cidadania, educação, justiça e segurança, etc) e de suporte, onde os programas de Redução de Danos, sejam ligados ou não à atenção básica, figura enquanto uma das portas de entrada pelo contato precoce do usuário com os serviços de saúde. A abordagem ao usuário abusivo/dependente de substancias psicoativas, sempre se constituiu num desafio requerendo um amplo conhecimento sobre o assunto, o domínio de métodos, informações e técnicas adequadas, uma vez que a questão da dependência de substancias psicoativas traz à tona questões relativas ao preconceito, mitificações, desinformação e manejos baseados no senso comum.

O Ministério da Saúde não vem poupando esforços no sentido de uma assistência mais igualitária e humanizada, promovendo o debate e incentivando a discussão entre as instâncias públicas de saúde e a sociedade civil na implantação da redução de danos nos serviços de saúde. A exemplo destes esforços o MS promoveu nos dias 26 a 28 de junho de 2006, o I Encontro nacional de Redução de Danos em Serviços de Saúde – reunindo Atenção Básica, Saúde Mental e as Coordenações de DST/AIDS.

Em junho de 2007 o Fórum Norte de Redução de Danos e AREDACRE realizaram na Cidade de Manaus o I Encontro Norte de Redução de Danos – ENORD que ampliou significativamente o campo de ação nas Intervenções de Redução de Danos no que diz respeito aos seus objetivos, destinatários, atores e contextos de intervenção com as populações consideradas de comportamentos de risco, e assim, constituindo em mais um instrumento para a atuação, oferecendo uma escuta diferenciada, cuidado da saúde física e psíquica, informação, orientação, insumos de prevenção e encaminhamentos para atenção à saúde.

A Implantação e Implementação da Redução de Danos proporcionará, dentre outros ganhos, o acesso aos usuários, à detecção e intervenção precoces nas situações de vulnerabilidade (DST/AIDS, Hepatite, dependência, violência, etc), encaminhamento para os demais serviços da rede e o acompanhamento adequado, razão pela qual propomos a capacitação de agentes multiplicadores em Redução de Danos.

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