20 de out de 2010

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6.7.2 - Possibilidades de Intervenção Preventiva-Metodologia face-a-face

6.7.2 - Possibilidades de Intervenção Preventiva-Metodologia face-a-face

A metodologia de contato face-a-face surgiu no campo da aids como uma alternativa à educação coletiva, baseada no repasse de informações básicas e uniformizadas sobre a epidemia.
De uma forma geral, esta metodologia consiste na abordagem individual de membros da comunidade, na qual se oferece a oportunidade de reflexão sobre a epidemia, tendo em perspectiva a própria história do sujeito. A abordagem pode ser realizada por técnicos da área de saúde comprometidos com a realidade da comunidade como, da mesma forma, pode ser baseada no que se conhece como educação por pares.
A intervenção é realizada por meio de contatos diretos entre agentes de saúde capacitados e a população a ser trabalhada onde questões relacionadas à DST/Aids, Hepatites e uso de drogas são discutidas e problematizadas sob a luz da realidade cotidiana. Materiais educativos e preservativos são distribuídos, de acordo com a disponibilidade do programa.
Os materiais educativos, ao serem distribuídos, devem servir de ponto de partida para a discussão do tema neles proposto, ou seja, devem ser entendidos como matérias de apoio ao trabalho de campo, capazes de gerar questionamentos e novas reflexões.
A distribuição de preservativos relaciona-se ao estabelecimento do hábito do uso do insumo e não deve ter a pretensão de oferecer a cobertura completa de toda a demanda da população.
Esta metodologia garante a contextualização da informação e maior apropriação do conhecimento repassado, passível, então, de ser transformado em prática, uma vez que é legitimada por um discurso que apresenta o mesmo código lingüístico e cultural da população, o que produz sentido e provoca a reflexão capaz de transformar o comportamento, as crenças e atitudes.


LEMBRETES:

• Respeite a si mesmo e a outra pessoa. Estabeleça um tempo hábil para a entrevista. Faça perguntas e comentários sobre o que mais lhe parecer relevante. Se você está verdadeiramente interessado no que está sendo dito, o comportamento para entrevista virá naturalmente. Mas tenha em mente que, quanto mais interessado mais você poderá se sentir tentado a se envolver.

• O objetivo da abordagem é ouvir o outro. No caso do agente de saúde em prevenção de DST/AIDS, o entrevistado estará falando sobre questões que têm implicações morais, culturais e legais. Para realizar um encaminhamento mais eficiente, seus padrões de contato visual, linguagem corporal, qualidade vocal e trajetória verbal são práticas que lhe permitirão ajudar o outro a se expressar.

• Cabe ao agente de saúde obter nas entrevistas, informações sobre 3 componentes básicos de prevenção:

1. Conhecimento das formas de transmissão das DST/AIDS/HEPATITES.
2. Padrão do consumo de drogas (uso ou abuso; injetáveis ou não; associação com drogas medicamentosas para controle do HIV; combinação com outras drogas).
3. Impedimentos e dificuldades para práticas preventivas.

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