20 de out de 2010

Filled Under: , , ,

7. A importância das parcerias e das unidades de saúde pública

7. A IMPORTANCIA DAS PARCERIAS E DAS UNIDADES DE SAUDE PUBLICA.

É fundamental para o bom êxito de toda a proposta a ser implantada, a realização de um estudo aprofundado da realidade local – seja através de diagnósticos situacionais ou pesquisas científicas, onde pode ser avaliado em profundidade: as condições de saúde de uma população, considerando os fatores inerentes a mesma que influenciam nesta condição, como a cultura, a linguagem, os hábitos, condições sociais, cobertura e acesso/acessibilidade aos serviços sócio-assistenciais, fatores de risco, grau de vulnerabilidade as DST/AIDS, a relação que a comunidade a os indivíduos nela inseridos estabelecem com as substâncias psicoativas – a existência de populações vulneráveis (usuários de drogas, profissionais do sexo, HSH, travestis, crianças e adolescentes na rua, etc).

Todo espaço social tem sua própria história e em geral não estão totalmente desprovidos de serviços, sendo importante realizarem um mapeamento dos equipamentos sociais e movimentos da sociedade civil existentes na comunidade, analisando os possíveis parceiros e buscando o envolvimento e apoio na formação de uma rede interinstitucional de suporte à intervenção.

Devemos lidar com a perspectiva de que nenhum serviço pode responder isoladamente por todas as demandas do cidadão. O serviço oferecido pela maioria das instituições de saúde do Estado e Município tem importância fundamental para o desenvolvimento do Programa de Redução de Danos. As estratégias de prevenção as doenças devem levar em conta a realidade de mulheres e homens usuários, tendo como referencia o objetivo de reduzir a incidência da infecção pelo HIV/Aids e outras DST, ampliar o acesso e melhoria à qualidade do diagnostico, tratamento e assistência nos serviços de saúde.

Definimos parcerias como todas as práticas positivas, que auxilie as ações preventivas executadas pelo Programa de Redução de Danos, sejam elas desencadeadas por instituições governamentais ou não governamentais ou por pessoas diretamente ligadas as melhorias da comunidade, líderes comunitários ou qualquer outra representação social, basta querer exercer o seu direito e dever de cidadão, que nada mais é do que pensar no bem-estar seu e de seus semelhantes. A Redução de Danos se preocupa em chamar a sociedade, em todos os seus segmentos para compartilhar idéias, na montagem de atividades que de alguma forma contribua para a minimização dos danos á saúde da população fazendo saúde de forma interativa, onde o profissional de saúde, o líder comunitário, entre outros, interage com o profissional do sexo, o usuário de droga e outros segmentos mais vulneráveis.

Quanto mais parceiros e pessoas/instituições engajados maior a resolutividade da rede e o reconhecimento das populações da importância das ações, pois, além das demandas detectadas no contato imediatas com o usuário novas emergirão a partir da apropriação por parte do sujeito de novos conhecimentos, informações e o reconhecimento de seus direitos. Deste modo, uma intervenção no campo da saúde, por exemplo, uma abordagem sobre as DST/AIDS, pode gerar uma procura nas UBS por preservativos, testagem do HIV, vacinação anti-HBV, adesão aos

Antiretrovirais; e, o dialogo permanente com o usuário, aprofundando questões ligadas a sua relação com as SPA e sua organização na vida, pode levá-lo a repensar sua forma de relação com estas substâncias, podendo gerar uma redução no consumo, abandono espontâneo do uso de uma ou mais substâncias, a substituição por substâncias que agregam comparativamente menores riscos e danos, procura por tratamento para dependência, demanda por inserção na escola, emprego, documentação e até o engajamento em associações e instituições que atuem na defesa de direitos, prevenção e/ou promoção da saúde e cidadania.


Relacionamos alguns comportamentos essenciais para quem faz saúde ou se propõe a ser parceiro deste trabalho de Redução de Danos:

  • Entender que o direito a saúde é de todos sem distinções e sem precisar saber por que o cidadão precisou dos serviços de saúde;

  • Prostituição não é crime, nem para a mulher nem para o homem (travesti);

  • Procure entender que o usuário de droga é um cidadão, independente da sua condição social em todos os aspectos, o papel do profissional de saúde não é julgar quadro e valores social e aplicar a pena da estigmatização e do preconceito;

  • “Carinho, atenção e respeito, são os medicamentos mais eficazes para o início de um tratamento...”

0 comentários:

Postar um comentário