23 de jan de 2012

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Protocolo de Assistência Farmacêutica em DST/HIV/Aids

Entre fevereiro de 2007 e março de 2008, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, coordenou um grupo de trabalho formado por farmacêuticos vinculados às Unidades Dispensadoras de Medicamentos Antirretrovirais (UDM) e pela logística das coordenações de DST/Aids, pesquisadores, médicos e outros profissionais e pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA), representantes da sociedade civil.

O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, reconhecendo a importância estratégica do papel do farmacêutico, particularmente na dispensação de antirretrovirais (ARV), constituiu esse grupo com objetivo de fornecer subsídios atualizados, aprimorando, dessa forma, a qualidade da atenção às PVHA no Brasil.

O grupo de trabalho reuniu-se periodicamente em Brasília, dedicando-se a um processo de intenso debate e elaboração das recomendações que constam deste documento e indicando estratégias de atualização dos farmacêuticos nos aspectos mais relevantes de sua atuação profissional junto às PVHA. Foram elaboradas recomendações para promover melhor organização das UDM, com definição de parâmetros e critérios para seu funcionamento.

Os capítulos deste documento também abordam os aspectos essenciais do ciclo da Assistência Farmacêutica, desde a seleção, programação, planejamento e aquisição, ao armazenamento, distribuição e dispensação e uso de medicamentos.

Um dos pontos centrais deste protocolo é estabelecer recomendações e fornecer informações que aumentem a qualidade da intervenção do dispensador, particularmente do farmacêutico, na oportunidade singular do contato com o usuário, melhorando com isso a adesão, a identificação precoce de efeitos adversos, a orientação ao usuário sobre os medicamentos e suas interações.

Todavia, esse conjunto de atividades somente tem sentido quando em consonância com as necessidades reais dos usuários últimos dessas ações, as pessoas vivendo com HIV/aids. Esse processo aponta para a construção de uma aliança estratégica entre as equipes de saúde e os usuários, objetivando, com isso, promover a melhora da qualidade de vida e fortalecer o impacto favorável do acesso universal ao tratamento antirretroviral nos indicadores de morbidade e mortalidade, que caracterizam a reconhecida resposta brasileira à epidemia.

Este protocolo é apresentado como um conjunto de recomendações técnicas atualizadas que aliam solidez científica a protagonismo, agregando- se, portanto, a outros documentos e protocolos recentemente lançados, como as Diretrizes para o fortalecimento das ações de adesão
ao tratamento para pessoas que vivem com HIV e Aids e a revisão das Recomendações para Terapia Antirretroviral em Adultos Infectados pelo HIV-2008, fortalecendo, com isso, as ações no âmbito do Sistema Único de Saúde e aprimorando aspectos da Assistência Farmacêutica.

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