18 de out de 2010

Filled Under:

Escabiose

Descrição - Parasitose da pele causada por um ácaro cuja penetração deixa lesões em forma de vesículas, pápulas ou pequenos sulcos, nos quais ele deposita seus ovos. As áreas preferenciais da pele para se visualizar essas lesões são: regiões interdigitais, punhos (face anterior), axilas (pregas anteriores), região periumbilical, sulco interglúteo e órgãos genitais externos (nos homens). Em crianças e idosos, podem também ocorrer no couro cabeludo, nas palmas e plantas. O prurido é causado por reação alérgica a produtos metabólicos do ácaro, caracteristicamente é intensificado durante a noite, por ser o período de reprodução e deposição de ovos.

Sinonímia - Sarna, pereba, curuba, pira

Agente etiológico - Sarcoptes scabiei.

Reservatório - O homem.

Modo de transmissão - Contato direto com doentes, relações sexuais e por meio de fômites contaminados (roupas de cama, toalhas debanho, vestimentas.

Período de incubação - De um dia a 6 semanas.

Período de transmissibilidade - Todo o período da doença. São necessários, geralmente, dois ciclos de tratamento, com intervalo de uma semana.

Complicações - Infecções secundárias pela “coçadura”, que, quando causada pelo estreptococo ß hemolítico, pode levar à glomerulonefrite.

Em pacientes imunocomprometidos, há risco de se estender como uma dermatite generalizada, com intensa descamação. Essa forma também pode ocorrer em idosos, nos quais o prurido é menor ou não existe. A forma intensamente generalizada é denominada de sarna norueguesa.

Diagnóstico - Clínico e/ou com visualização do ácaro, à microscopia pelo raspado ou biópsia de pele.

Tratamento – Procure seu médico ou posto de saúde.

Características epidemiológicas - Ocorre em qualquer lugar do mundo e está vinculada a hábitos de higiene. É freqüente em guerras e em aglomerados populacionais. Geralmente, ocorre sob a forma de surtos em comunidades fechadas ou grupos familiares.

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Objetivo - Manter a doença sob controle, evitando surtos.

MEDIDAS DE CONTROLE

Tratamento do doente: lavar com água quente todos os fômites dos pacientes com sarna norueguesa, as roupas devem ficar livres do contato com o hospedeiro e contactantes por 7 dias. É fundamental atentar para a necessidade de maior higiene pessoal e limpeza do ambiente. Buscar casos na família ou nos residentes do mesmo domicílio do doente e tratá-los o mais breve possível.

Isolamento - Deve-se afastar o indivíduo da escola ou trabalho até 24 horas após o término do tratamento. Em caso de paciente hospitalizado, recomenda-se o isolamento, a fim de evitar surtos em enfermarias, tanto para outros doentes quanto para os profissionais de saúde, especialmente no caso da sarna norueguesa. O isolamento deve perdurar por 24/48 horas após o início do tratamento.
-------------------------------------------------------------------------------------------------
Amebíase Doenças Diarréicas Agudas
Ancilostomíase Enterobíase
Ascaridíase Escabiose
Botulismo Esquistossomose
Brucelose Estrongiloidíase
Coccidioidomicose Febre amarela
Cólera Febre maculosa brasileira
Coqueluche Febre purpúrica brasileira
Criptococose Febre Tifóide
Criptosporidíase Filaríase por Wuchereria Bancrofti
Dengue Giardíase
Doença de Chagas Hanseníase
Doença de Lyme Hantaviroses
Doença Meningocócica


0 comentários:

Postar um comentário